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Campeonato Centro Feminino Sênior

by Claudio Bluck

O tão esperado retorno do handebol competitivo em nível continental torna-se um verdadeiro marco se pensarmos que o último evento foi a qualificação para a Campeonato Mundial  Adulto Masculino IHF Egito 2021 que foi disputada em Maringá, Brasil, em janeiro de 2020. Então a opção de realizar a repescagem pela América do Sul e Central com uma pandemia em plena expansão gerada pelo violento surto de COVID-19 no continente e no mundo. Seus efeitos ficaram evidentes quando as eliminatórias para os Campeonatos Mundiais Juvenil e Junior Feminina não puderam ser realizadas, aplicando-se pela primeira vez o conceito de ranking para classificar. E aí veio a notícia da suspensão dos torneios mundiais dessas categorias, que acabou se transformando no cancelamento definitivo desses eventos.

O único grande evento em nível mundial, cujo planejamento teve que ser adaptado às circunstâncias prevalecentes, foi o Campeonato Mundial Adulto Masculino IHF Egito 2021, para a qual nosso continente começou a correr sua própria corrida contra o tempo para conhecer o quarto classificado a dito torneio que sairia da Repescagem entre América do Sul e Central e que não poderia ser disputado porque nenhum dos governos dos países que deviam participar permitiu a realização de um evento deste tipo.

E então surgiu a oferta do Uruguai, que na época tinha condições ideais e muito diferente do resto do continente e também estava recebendo diversas competições internacionais. E a Federação Uruguaia de Handebol desempenhou o papel de facilitadora para que ocorresse a repescagem, algo que sempre será valorizado considerando que seu representante foi classificado ao obter o terceiro lugar na competição de Maringá.

O Governo do Uruguai, por meio da Secretaria de Esportes, cedeu todas as instalações e o município da Flórida cedeu as instalações e deu todo o apoio logístico necessário para a realização de um evento de primeiro nível, mas o COVID-19 tinha seu próprio roteiro.

O Paraguai, um dos participantes, ordenou o fechamento total das fronteiras e a suspensão de todas as atividades esportivas, o que impossibilitou a preparação e participação no evento. Em seguida, a Colômbia, outro participante, acusou infecções dentro de seu campus que estava se preparando em um sistema de bolha, razão pela qual as autoridades de saúde ordenaram uma quarentena total para a equipe e proibição de viagens. E a repescagem chegou lá, vencendo novamente a pandemia, restando apenas El Salvador e Chile, o que inviabilizou o desenvolvimento do torneio, por isso decidiu-se solicitar à IHF que atribuísse a quarta colocação ao país com melhor classificação, o que definitivamente favorecido pela seleção chilena.

2021 não nos recebeu de forma muito diferente. A ideia que muitos de nós tínhamos de que esta situação duraria apenas alguns meses foi rapidamente ficando profundamente enterrada no passado e começamos a ajustar nossas projeções de que estaríamos nessa condição pelo menos até o final deste ano. COVID-19 atingiu com força e continua a fazê-lo. Com isso, foram suspensas as provas de Handebol de Praia da IHF e os Campeonatos Mundiais  Juvenil e Junior correspondentes a 2021, provas nas quais, se realizadas, o ranking também teria sido utilizado para atender os representantes da América do Sul e Central pela impossibilidade de ser capaz de jogar os torneios de qualificação correspondentes.

E isso não é consequência de não querer jogar, muito pelo contrário. Todas as ligas do nosso continente são amadoras, pelo que não podem ser cobertos os custos que implicariam o desenvolvimento de uma competição permanente num sistema de bolhas como o futebol, o basquetebol ou o mesmo Handebol na Europa. As proibições e restrições de atividades e movimentos de pessoas, o fechamento total de fronteiras e a proibição de entrada ou saída, inclusive de nacionais, que vêm sendo adotadas pelos diferentes governos do continente, a rapidez do processo de imunização são todos elementos que estão a conformar uma situação continental em que dependemos diretamente das decisões das autoridades nacionais sujeitas ao estado sanitário dos nossos países e que até hoje não apresentam um panorama adequado.

 

Classificatório para o Campeonato  Mundial Adulto Feminino IHF Espanha 2021.

É neste contexto e como aconteceu com o campeonato mundial masculino que em dezembro será realizado na Espanha um Campeonato Mundial Adulto Feminino da IHF. E temos trabalhado com todas as Federações Nacionais para conseguir, no marco da atual situação sanitária de nosso continente, poder realizar a prova classificatória, que foi solicitada pelo Chile, sendo aceita como sede do Conselho COSCABAL.

 

Campeonato Classificatório Centro Americano de Handebol

De olho na classificação do Campeonato Centro-Sul Adulto Feminino para o Mundial da Espanha e na efetivação das diretrizes acordadas com a Comissão de Competição do COSCABAL, surgiu a necessidade de agendar o evento classificatório na Zona Centro do continente e que concederá duas vagas aos países da sub-região ao Campeonato Centro-Sul.

 

Apenas Nicarágua candidato à sede

A zona central da América apresenta algumas vagas que permitiriam a realização deste Campeonato classificatório Centro-Americano de Handebol. Diante do pedido de sediar este evento, a Nicarágua respondeu de imediato indicando que tinha as condições necessárias para realizar o torneio e cumprir o desejo de retomar a competição a nível continental, fixando as datas para a sua realização entre os dias 26 e 31 de julho.

Conhecidos o local e a data, expressaram imediatamente sua intenção de participar, mas obviamente condicionada às decisões governamentais de cada país no momento da realização da competição, as Federações Nacionais da Costa Rica, El Salvador e Panamá que ingressariam no local. Nicarágua, aparecendo com seus melhores jogadores.

Para a concretização deste evento já se realizaram várias reuniões com os responsáveis, mas sem dúvida uma das mais importantes é a realizada pela Comissão Médica do COSCABAL, chefiada pelo seu presidente Dr. Alejandro Orizola, Dr. Matías Salineros que atuará como oficial de conformidade em nome de Coscabal, o Dr. Diego Palazuelos da Federação de Handebol da Nicarágua e da autoridade sanitária local, o presidente da Federação de Handebol da Nicarágua, Javier Jirón, e o presidente da Comissão de Competição do COSCABAL Martín Chilaca.

Nessas reuniões, foram discutidos detalhadamente os protocolos estabelecidos no mínimo pela Confederação da América do Sul e Central de Handebol e os ordenados pela autoridade sanitária da Nicarágua, a fim de estabelecer mínimos comuns destinados a proteger a saúde de todos os participantes do evento.

Este torneio está a decorrer, tem as equipas técnicas de controle designadas, com a convocação dos atletas pelas respectivas Federações Nacionais e só esperamos que possa ser realizado sem inconvenientes, sobretudo pensando nos aspectos de saúde e que possamos finalmente pontuar nesta luta contra o COVID-19 na organização e realização de eventos desportivos continentais.

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