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Pre Olímpico Feminino: Espaço Técnico, por Diego Soto

by Daniel Maghalaes

A partir de hoje, começaremos a fazer uma série de comentários sobre a participação das equipes que representam o nosso continente nos torneios mais importantes e que estarão a cargo de treinadores destacados, aos quais pediremos a sua opinião. Para este torneio pré-olímpico feminino em que a Argentina se classifica contra a Espanha e a Suécia, Diego Soto (Diretor Técnico da Comissão de Desenvolvimento de Handebol do SC América) fará seus comentários.

La Garra a caminho de Tóquio

A disputa pela classificação para o jogos de Tóquio 2020 está mais aberta do que nunca. A Argentina pode acompanhar o Brasil em nome da região para uma nomeação tão importante. O Senegal no último momento desistiu de participar e saiu da competição com três times; Espanha, organizadora e atual vice-campeã mundial, e Suécia, que acaba de se classificar em 11º lugar no último europeu, completam o grupo.

A qualificação para os Jogos de Tóquio 2020 se tornou uma corrida para as três equipes, na qual quem aproveitar ao máximo suas oportunidades ganhará a glória. A Argentina iniciará sua jornada no segundo dia contra a Suécia, sabendo o resultado desta em sua partida contra a anfitriã. Esse fato, e a forma como a competição está organizada, pode tornar este jogo decisivo e pode qualificar a Argentina em caso de vitória.

Como as equipes vêm:

A equipa sueca tem um grupo com uma combinação de jogadoras experientes com muitas competições internacionais e por outro lado um bloco de jogadoras mais jovens que não possuem tanta experiência internacional. A referência dos escandinavos são Roberts na lateral, Blohm no pivô e Petrem na lateral direita.

Por sua vez e liderado pelo experiente Dady Gallardo, a evolução da Argentina nos últimos anos é notável. A obtenção da melhor classificação de sua história no passado mundial significa claramente que estamos diante de uma equipe em progressão. Jogadoras de referência como Elke Karsten, Malena Cavo e Marisol Carratú contribuem com sua qualidade e experiência e são a base que faz a Argentina crescer em busca de sua primeira vitória contra uma seleção europeia.

As Chaves do Jogo:

As chaves do evento histórico podem acontecer porque a Argentina traz à tona sua maior capacidade competitiva e é capaz de impedir que a Suécia jogue confortavelmente durante a partida. O aspecto defensivo torna-se fundamental, onde parar o jogo de coordenação da primeira linha que possibilita o lançamento à distância de suas jogadoras mais destacadas e que sentem o desconforto de uma defesa ativa pode ser considerado transcendental. Por outro lado, minimiza os erros ofensivos, onde os ataques da LA GARRA sabem valorizar a posse de bola e não permitem que as suecas saiam rapidamente para contra-atacar, muito provavelmente conseguirão jogar o jogo em detrimento dos interesses argentinos.

Os precedentes nos convidam a pensar que embora a Argentina não comece como favorita neste Pré-olímpico, a primeira partida contra a Suécia parece o momento certo para alcançá-lo, sem esquecer que o último dia enfrenta a Espanha, que dependendo dos resultados anteriores poderia ser uma segunda chance neste torneio. A progressão das seleções na região é notável e há uma certa possibilidade de que isso aconteça.

Sem dúvida, a partir de hoje, somos todos LA GARRA!

 

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